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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Trochilinae
 Vigors, 1825
Espécie: H. sapphirina

Nome Científico

Hylocharis sapphirina
(Gmelin, 1788)

Nome em Inglês

Rufous-throated Sapphire


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Beija-flor-safira

O beija-flor-safira é uma ave apodiforme da família Trochilidae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) hulë = floresta, mata; e kharis = beleza; e do (latim) sapphirinus = da cor da safira. ⇒ Beleza da floresta da cor da safira. “Saphir” de Buffon (1770–1783), e “Sapphire Humming-Bird” de Latham (1783), (Hylocharis).

Características

Mede aproximadamente 9 cm, 3 a 5 g. Partes superiores verde escuro, mento castanho-avermelhado, garganta e peito azul violeta iridescente, abdome verde, criso branco, infracaudais e cauda ( contra a luz ) transparecendo castanho. Sob a luz incidente a cauda varia do bronze ao azul-aço ao passo que o pescoço anterior e peito ficam azul-arroxeados brilhantes. O bico é reto e vermelho de ponta negra. A fêmea possui partes inferiores esbranquiçadas, com grandes discos brilhantes em verde-azulados na garganta e no peito e mento canela. Possui aproximadamente 9 centímetros.

Voz: voz aguda, lembrando a de insetos ou de morcegos. Às vezes, a vocalização é quase inaudível para nós. “tli, tli, tli”. Também um “seeeeeee” irregularmente repetido, prolongado e agudo. Série de 4-7 notas agudas e repetidas a cada poucos segundos, “sping … sping … sping …” ou mais bisilábico “sping … spewee … spewee … spewee”.

Subespécies

Não possui subespécie.

Alimentação

Alimenta-se principalmente de carboidratos, adquiridos através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes. Geralmente visto alimentando próximo ao solo e em estratos mais baixos; na Amazônia, durante o período de floração, visita as copas das árvores, juntando-se a outros beija-flores. Visita também alimentadores artificiais. O macho estabelece territórios de alimentação, defendendo-os agressivamente contra intrusos.

Reprodução

Na época do acasalamento dá-se uma série de acontecimentos variáveis. Numa primeira fase o macho canta e se exibe para chamar a atenção de qualquer fêmea. Numa segunda fase o macho executa voos nupciais diante de uma determinada fêmea. A nidificação está entregue unicamente aos cuidados da fêmea, ocorrendo de agosto a fevereiro, com um período de incubação de 14 a 16 dias. Nos minúsculos ninhos dois ovos são a melhor forma de aproveitamento de espaço. O tamanho do ovo corresponde ao tamanho de um feijão branco. O ninho tem forma de taça e é feito de fibra vegetal, forrado com material macio, como paina e gravatá e com as paredes externa decoradas com líquens e partes de folhas, fixadas firmemente com teia-de-aranha. O ninho é colocado em galho horizontal de arbustos ou árvores, protegido por folhas pendentes, a uma altura de 3 a 10 metros acima do solo.

Hábitos

Na Amazônia, vive nas matas de terra firme, de transição, de várzea e de igapó; no Brasil oriental, encontrado na Mata Atlântica de baixada, matas de tabuleiro e hileia baiana, matas secas e capoeirões do interior. Visto frequentemente nas copas. Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Há necessidade de tanta limpeza devido ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca frequentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.

Distribuição Geográfica

R ( CBRO ). Tem distribuição disjuncta no Brasil. Ocorre na Amazônia oriental brasileira (RR, AM, PA, MT e AP). Também ocorre na Mata Atlântica, desde o nordeste até o Rj. Há uma população também no Paraguay e N da Argentina. Ocorre tambem nos países vizinhos das Guianas, Venezuela, Equador e Colômbia.

Referências

Galeria de Fotos